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Assento da Mesa da Misericórdia do Porto
com o Pintor Diogo Teixeira
(26 de Maio de 1591)
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Assento de como e em quanto se consertaram com Diogo Teixeira para pintar os painéis.
Em vinte e seis dias do mês de Maio de 591, em mesa, estando presente o provedor e os deputados dela, e outrosim Manuel da Costa, mestre escola, e Francisco Alves de Soagoa, e bem asim Diogo Teixeira, pintor, e morador em Lisboa, o qual por comissão desta casa foi chamado, e vindo a ela se consertaram com ele para pintar os cinco painéis da capela mor desta igreja, que é de D. Lopo d'Almeida, que está na igreja, com os paços neste capitulo acima contidos, e no preço de duzentos e cinquenta mil reis, pondo ele tudo o necessário de tintas e mais aparelhos e cousas necessárias ate os acabar de pintar, e lhe darão casas em que se agasalhe e seus familiares e para neles pintar os ditos painéis e logo lhe deram à feitura da escritura de obrigação que fez neste mesmo dia Simão Barbosa, tabelião setenta mil reis, e no meio da obra lhe darão noventa mil reis, e acabada toda a obra outros noventa mil reis, que serão fim de paga, e lhe darão as tintas que estão nesta casa no preço por que as compraram no qual preço se lhe descontará no dito dinheiro de paga como mais largamente se pode ver na dita escritura e as mais lhe deram pela vinda e ida a Lisboa doze mil reis por que assim foi o contrato que Pero Homem Carneiro per comissão desta mesa fez com ele e mais se obrigou pela dita escritura de ao mais tardar tornar de Lisboa a começar de pintar os ditos painéis por todo este mês de Junho que vem, e deixaria logo um seu oficial pintor para começar de engessar e aparelhar os ditos painéis e viria cumprir com efeito sua obrigação e não levantar mão da dita obra até de todo ser acabada de que tudo se mandou fazer este assento e o atrás próximo por mim Miguel Soares de Carvalho, que em absência de Bernardo, sirvo de escrivão da Casa […] (Arquivo da Misericórdia do Porto, Livro 1.º de Lembranças, |