Cronologia

1976

Mural
Mural Colectivo. Mercado do Povo (Belém-Lisboa). Desaparecido num incêndio em 1981.

 

1 de Janeiro
A PSP intervém, junto à prisão de Custóias, para dispersar a manifestação de solidariedade com os militares presos após o 25 de Novembro de que resultam três mortos e seis feridos.

 

3 de Janeiro
A imprensa francesa denuncia que no seguimento da invasão de Timor pela Indonésia já teriam morrido cerca de 60000 timorenses.

 

19 de Janeiro
Prisão de Otelo Saraiva de Carvalho após a divulgação do Relatório Preliminar dos acontecimentos de 25 de Novembro. Alegadamente Otelo estaria implicado no possível golpe militar de esquerda. Será libertado a 3 de Março sem que as acusações se confirmassem.

 

22 de Janeiro
O jornal República é devolvido à anterior direcção.

 

23 de Janeiro
Lock-out na Fábrica Timex.

 

26 de Janeiro
Revisão do Pacto MFA/Partidos. Assinam o CDS o MDP/CDE, o PPD e o PS.

 

29 de Janeiro
Operários da Timex entram de novo em greve.

 

Ainda em Janeiro
Tem início uma série de atentados bombistas reivindicados pela extrema direita portuguesa, ELP e MDLP que se prolongará por vários meses e cujos alvos são instituições e personalidades ligados a sectores da esquerda. O julgamento dessas acções ainda hoje decorre sendo conhecido como Caso da Rede Bombista.

 

20 de Fevereiro
Grande manifestação popular em Lisboa pela libertação dos militares presos em consequência dos acontecimentos de 25 de Novembro.

 

2 de Abril
Aprovação pela Assembleia Constituinte da Constituição da República de 1976.

 

25 de Abril
Eleições legislativas. Resultados dos Partidos com representação parlamentar: PS 35%; PPD 24%; CDS 15,9%; PCP 14,6%; UDP 1,7%.

 

27 de Junho
Eleições presidenciais. António Ramalho Eanes é o primeiro Presidente da República constitucionalmente eleito com 61,5% dos votos. Resultados dos outros candidatos mais votados: Otelo Saraiva de Carvalho 16,5%; Pinheiro de Azevedo 14,4%; Octávio Pato 7,5%.

 

23 de Setembro
Tomada de Posse do I Governo Constitucional, chefiado por Mário Soares.

 

 


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