O sítio arqueológico paleolítico do Salto do Boi
(Cardina, Santa Comba, Vila Nova de Foz Côa)



Cardina I

A plataforma Cardina I situa- se na base de uma vertente pronunciada, onde os depósitos plistocénicos enchem o que parece ser um braço fóssil do rio. A conservação até ao presente deste enchimento deve- se ao afloramento de cota máxima 170,5 m que o separa do actual leito do Côa (Fig. 5). Antes da última fase de encaixe do vale, esse afloramento terá provavelmente correspondido a uma ilha e, à medida que o rio se foi instalando no seu curso actual, terá funcionado como uma barreira física que foi retendo os sedimentos provenientes da erosão das vertentes situadas encosta acima. Assim abrigados das forças erosivas que agiam segundo a pendente principal (W- E), os sedimentos aqui acumulados apenas terão sido remobilizados, subsequentemente, de forma limitada, para norte ou para sul, dando origem às manchas de cascalheira situadas por volta dos 160 m em que foram plantados os olivais assinalados na carta cadastral (Fig. 2). Uma dessas manchas é precisamente, como acima se referiu, aquela em que se localiza a área de escavação Cardina II.

Na área aberta em Cardina I não foi ainda possível chegar à base do preenchimento, de forma que, de momento, esta reconstituição da história geológica do local permanece no domínio das hipóteses a testar no quadro do prosseguimento futuro dos trabalhos. A sequência reconhecida no quadrado K15, onde a escavação foi levada até à profundidade de 1,30 m, é a seguinte (Figs. 6- 7):

camada 1
nível superficial de areias claras muito soltas, remexidas pelas lavras periódicas recentes, com cerca de 20 cm de espessura.

camada 2
nível de areias mais escuras, compactas, de superfície facilmente decapável, com cerca de 10 cm de espessura, cuja base deve corresponder à profundidade atingida pelas lavras mais antigas.

camada 3
nível com cascalheira de seixos de dimensões médias (pouco maiores que 5 cm de diâmetro), embalada em sedimentos arenosos semelhantes aos da camada precedente e com uma espessura de cerca de 15 cm.

camada 4
nível de areias castanho- amareladas compactas, com uma espessura de cerca de 40 cm, em que se observam buracos de raízes ou mesmo restos de raízes antigas; a densidade dos vestígios arqueológicos permitiu subdividir esta camada em três partes - 4a, 4b e 4c; na primeira, a densidade é ainda relativamente baixa, da ordem dos 100g/cm/m2, e sobe para cerca de 500g/cm/m2 nas outras; a camada 4c distingue- se pela presença de numerosos seixos e de grandes lajes de xisto (com 30- 40 cm de comprimento).

camada 5
nível de areias argilosas avermelhadas muito compactas; embora em descontinuidade marcada com a sequência sobrejacente, ainda contem, na sua parte superior, algum material arqueológico de pequenas dimensões, cuja presença está certamente relacionada com fenómenos de migração pós- deposicional.

A escavação desta sequência nos quadrados K- L/15- 16 foi realizada segundo as unidades discriminadas nos Quadros 2- 5, nos quais se apresentam também os valores ponderais respeitantes aos artefactos líticos recolhidos. Foi com base nestes valores que se construíram os gráficos da


QUADRO 2
Cardina I
Peso (g) por volume (cm) dos restos líticos - quadrado K15

Camada Nível Espessura Sílex Quartzo Quartzito Cristal Outros Total g/cm
1   20 4 108 4   116 5,8
2  10 1,5 160 116 10   287,5 28,75
3  15  107 432 4  543 36,2
4a 1 5 6,5 94 71 10  181,5 36,3
 2 5 8 368 636 9  1021 204,2
4b 3 5 15 460 2685 38 3 3201 640,2
  4 5 16 960 638 88  1702 340,4
  5 5 18 638 2607 91  3354 670,8
  6 5 9 742 3244 70  4065 813
4c 7 5 4 73 1754 9   1840 368
  8 5 8 65 735 35 22 865 173
5 1 5 4 88 31 9  132 26,4
  2 5 2 65 9 4   80 16
  3 5 0,5 4 7 2  13,5 2,7
 TOTAL  96,5 3932 12 969 379 25 17 401,5  


QUADRO 3
Cardina I
Peso (g) por volume (cm) dos restos líticos - quadrado K16

Camada Nível Espessura Sílex Quartzo Quartzito Cristal Outros Total g/cm
1   20   2   2 0,1
2  10  51 2 6  59 5,9
3  15 4 323 211 7  545 36,3
4a 1 10 6 536 1461 33  2036 203,6
4b 2 5 8,5 374 2369 42  2793,5 558,7
  2 ou 3  10 201 575 18  804 
  3 5 13 531 1698 88  2330 466
4c 4 5 13 357 2532 83  2985 597
5 1 5 12 495 1705 72  2284 456,8
  2 5 9 109 421 23  562 112,4
 3 5 2 47 16 4  69 13,8
  4 5  4  3  7 1,4
  TOTAL  77,5 3024 10 992 376  14 469,5 

   
Fig. 7, em que a variação em profundidade das densidades de materiais arqueológicos nos quadrados K15 e L15 é representada em conjugação com o desenho dos respectivos cortes estratigráficos. A consulta da referida figura permite constatar uma diferença importante entre os dois quadrados, a qual se verifica igualmente quando se comparam K16 e L16 (Quadros 3 e 5): na fiada K, a densidade em artefactos dos depósitos correspondentes aos níveis 4b é superior ou semelhante à dos níveis 4c, enquanto na fiada L estes últimos apresentam valores para esta grandeza que são várias vezes mais elevados que os apurados para os níveis sobrejacentes. Este facto está certamente relacionado com outra importante diferença de natureza estratigráfica: na fiada L, os níveis 4c correspondiam a um denso pavimento de seixos e de artefactos que também continha grandes blocos e lajes de xisto, e em cuja decapagem de base parou a escavação (Fig. 6). Em K15 e K16, este pavimento, embora reconhecível, apresentava uma definição bastante menor. Uma vez que o conteúdo artefactual dos dois horizontes registava também algumas diferenças, como se verá adiante, tudo leva a crer que os níveis 4b e 4c devem corresponder a momentos crono- estratigráficos distintos, embora consecutivos,


QUADRO 4
Cardina I
Peso (g) por volume (cm) dos restos líticos - quadrado L15

Camada Nível Espessura Sílex Quartzo Quartzito Cristal Outros Total g/cm
1  20  5 5   10 0,5
2  10 1 4   1  6 0,6
3 1 5  131 124 2   257 51,4
 2 5 4 60 427 9   500 100

3 5 131 124 2   257 51,4
4a 1 5 14 760 828 27   1629 325,8
2 5 3 462 197 6  668 133,6
4b 1 5 11,5 233 971 16   1231,5 246,3

2 5 5 601 231 7   844 168,8

3 5 9 570 1822 25  2426 485,2

4 5 11 401 1093 67   1572 314,4
4c 1 5 27 1494 7311 125 9 8966 1793,2

TOTAL 85,5 4883 13 143 286 9 18 406,5


QUADRO 5
Cardina I
Peso (g) por volume (cm) dos restos líticos - quadrado L16

Camada Nível Espessura Sílex Quartzo Quartzito Cristal Outros Total g/cm
1  10  21 8 1  30 3
2  10 3 61 35 2  101 10,1
3 1 5  115 327 3  445 89
  2 5 4 145 29 140  318 63,6
  3 5  84 114 2  200 40
  4 5 3 51 69 7  130 26
4a 1 5 ? ? ? ?   ? -
  2 5 9 432 1168 12  1621 324,2
4b 1 5 5 228 474 7  714 142,8
  2 5 18 729 1415 65  2227 445,4
4c 1+2 10 16,5 1018 3458 127   4619,5 461,95
  3 5 19 1721 7335 222   9297 1859,4
  TOTAL  77,5 4605 14 432 588  19 702,5  


e que os vestígios da ocupação representada na base desta sequência deverão estar situados sobretudo para oeste da área escavada, enquanto que os da ocupação subsequente deverão estar situados sobretudo para leste.

A indústria lítica recolhida nas camadas 1 a 3 ainda não foi estudada, mas a respectiva observação cursiva realizada no decurso das operações de crivagem e lavagem não revelou indícios que sugerissem incompatibilidade com a hipótese de se tratar de um contexto magdalenense tecnica e tipologicamente semelhante ao identificado em Cardina II: em K15, por exemplo, foi recolhida, no contacto entre as camadas 3 e 4a, uma pequena raspadeira unguiforme de sílex.

A indústria lítica das camadas 4b, 4c e 5 é constituída na sua grande maioria por artefactos em quartzito e em quartzo, a primeira destas rochas correspondendo de um modo geral, em peso, a pelo menos 75% do total (Fig. 8). O sílex, o quartzo hialino e outras rochas (entre as quais cremos ter identificado a riolite) estão representadas em percentagem muito baixa (menos de 5%) mas, inversamente, correspondem a uma percentagem muito elevada dos utensílios retocados (Quadro 6). Entre estes últimos avultam as peças esquiroladas, que são sobretudo em sílex nos níveis 4b e sobretudo em cristal de rocha nos níveis 4c+5. Este tipo de objectos deve corresponder a núcleos de tipo especial, a sua abundância traduzindo uma estratégia de aproveitamento exaustivo das matérias- primas de boa qualidade para a obtenção de pequenos objectos de gume cortante (esquírolas ou lamelas). A extrema raridade dos volumes de sílex de bom tamanho no espólio recolhido, e a total ausência, até ao momento, de núcleos prismáticos, apontam por outro lado para que a grande maioria dos artefactos fabricados em matérias- primas siliciosas tenha sido introduzida na jazida sob a forma de utensílios acabados. Após inutilização para a sua função original (em consequência de fractura ou de embotamento irrecuperável dos gumes), esses utensílios terão sido sistematicamente reaproveitados como núcleos para a produção de barbelas, o que é também confirmado, por exemplo, pelo facto de ser patente nalgumas lamelas de golpe de buril que a técnica que os produziu foi aplicada sobre peças que, originalmente, dispunham de uma frente de raspadeira. Estas observações estão em conformidade com a interpretação funcional dos buris e das peças esquiroladas como núcleos de tipo especial para a produção de barbelas e não como utensílios[3].

A proveniência exacta das matérias- primas representadas no espólio destas camadas é- nos por enquanto desconhecida. O quartzo é provavelmente local, dado ocorrer sob a forma de filões nos xistos do vale e sob a forma de calhaus rolados, por vezes de grandes dimensões, tanto nas aluviões modernas como nos terraços quaternários do Côa. O quartzito é seguramente de origem não local, uma vez que não há seixos desta rocha nas aluviões desta zona do vale. No entanto, a sua abundância e o facto de ocorrer sob a forma de blocos inteiros (introduzidos seja como matéria- prima para a fabricação de instrumentos seja como material para a construção do pavimento da camada 4c) sugerem uma origem relativamente próxima; no mesmo sentido aponta a ocorrência de quartzitos nas formações fluviais modernas e quaternárias de Penascosa/Quinta da Barca, apenas alguns kilómetros a jusante. Os cristais de quartzo hialino ocorrem nos granitos das imediações, pelo que deverá tratar- se também de uma matéria- prima de aquisição relativamente fácil, embora a análise dos estados de superfície sugira nalguns casos que a sua colheita terá sido realizada em formações aluvionares e não directamente nas jazidas primárias (como acima se referiu a propósito dos materiais líticos de Cardina II). O sílex e outras rochas siliciosas, entre as quais a calcedónia, são seguramente de origem exterior à região. Em território português, as jazidas mais próximas são as do baixo Mondego, embora não se possa excluir a existência de nódulos de características apropriadas nos calcários de Vinhais que, mesmo assim, se encontram a mais de 100 km de distância. É igualmente possível que as jazidas exploradas pelos ocupantes da Cardina se situassem em território hoje espanhol, uma vez que a abundância do sílex em La Dehesa[4] indicia um aprovisionamento em fontes de matéria- prima relativamente próximas. No entanto, a distância que separa o Salto do Boi desta estação magdalenense do sul da província de Salamanca é também muito considerável (cerca de 150 km). Todos os dados actualmente disponíveis apontam portanto para que, no baixo vale do Côa, o sílex fosse um recurso de proveniência longínqua, e reforçam a interpretação funcional acima proposta para a preponderância tipológica das peças esquiroladas como relacionada com a carência desta matéria- prima.

A indústria em quartzito ainda não foi objecto de análise, e a abundância do espólio lítico também não permitiu que o respectivo inventário geral tivesse já sido completado. A classificação tipológica dos materiais em quartzo, cristal de rocha e sílex dos níveis 4b e 4c+5 é apresentada no Quadro 6, e alguns exemplares típicos encontram- se ilustrados nas Figs. 9- 10. Do ponto de vista tecnológico, os dois horizontes partilham ainda, além da abundância das peças esquiroladas, duas outras características importantes: a debitagem de <<raspadeiras>>/núcleos carenados, tanto em quartzo como em sílex; e a utilização do percutor mole na debitagem laminar, produzindo suportes (como o da raspadeira com o nº 5 da Fig. 9) de talão pequeno, liso, e labiado, que são extraídos de núcleos prismáticos com plano de percussão preparado por abrasão da cornija.

A ocorrência conjugada destas duas técnicas e o recurso sistemático ao quartzo na debitagem de lamelas a partir de núcleos carenados são características definidoras de um momento muito preciso da sequência crono- estratigráfica do Paleolítico Superior português, que se encontra datado pelo


QUADRO 6
Cardina I
Tipologia dos utensílios retocados (excluindo quartzito)

Níveis 4b Níveis 4c+5
  Sílex Quartzo Cristal TOTAL Sílex Quartzo Cristal TOTAL
Raspadeira simples sobre lasca  3   3  1  1
Raspadeira atípica sobre lâmina       1  1
Raspadeira sobre lâmina retocada 1   1     
Raspadeira sobre lasca retocada  1  1     
Raspadeira sobre lasca  4   4  4 1 5
Raspadeira carenada  4  4    
Raspadeira carenada atípica 1 5  6   1  1
Buril diedro desviado   1 1     
Buril sobre truncatura côncava   1 1  1   1
Buril de Noailles       1 1
Microgravette (fragmento basal)      1   1
Truncatura oblíqua     1   1
Denticulado      1 1 2
Peça esquirolada 41 3 7 51 12 2 15 29
Lamela de dorso 3   3 2   2
Lamela de dorso truncada     2   2
Lamela com entalhe        1 1
Lamela de dorso marginal 1   1   1 1
Lamela retocada     1   1
TOTAL 47 20 9 76 19 11 20 50


radiocarbono, directa ou indirectamente, em quatro sequências estratigráficas da Estremadura: Terra do Manuel e Cabeço de Porto Marinho, em Rio Maior; Lapa do Anecrial, em Porto de Mós; e Buraca Escura, em Pombal[5]. Essas datações, bem como as correlações que elas tornaram possível, permitem a subdivisão deste período em dois momentos distintos: o Gravettense final, por volta de 22 000 BP; e o Proto- Solutrense, por volta de 21 500 BP. Embora a pequena dimensão da área escavada e da amostra de utensílios disponível obrigue evidentemente a encarar esta questão com bastante prudência, tudo indica que a diferenciação estratigráfica observada em Cardina I possa corresponder à referida subdivisão. É nesse sentido que apontam, com efeito, os seguintes indícios:

* presença de microgravettes e de lamelas de dorso truncadas apenas nos níveis de base, as armaduras microlíticas dos níveis sobrejacentes sendo exclusivamente constituídas por lamelas de dorso e de dorso marginal;

* presença de um buril de Noailles nos níveis 4c+5;

* presença de <<raspadeiras>> carenadas típicas (com levantamentos lamelares) de quartzo apenas nos níveis 4b, as dos níveis 4c+5 sendo todas atípicas e representando em certos casos peças de classificação funcional duvidosa, correspondendo a formas de transição entre a <<raspadeira>> espessa/núcleo e a raspadeira sobre lasca (nº 8 da lista- tipo de Sonneville- Bordes e Perrot).

Estas diferenças industriais entre os dois níveis reproduzem de forma praticamente perfeita os processos de evolução identificados nas sequências estremenhas em que se encontra registada a passagem do Gravettense final ao Proto- Solutrense. A ocorrência de sílices calcinados e de carvões nestes níveis permite esperar que, num futuro próximo, venha a ser possível obter confirmação independente da validade desta interpretação crono- estratigráfica mediante a realização de datações absolutas pelos métodos do radiocarbono e da termoluminescência. Essa ocorrência torna igualmente legítima a interpretação dos blocos e lajes de xisto situados sobre o pavimento de seixos identificado no contacto das camadas 4 e 5 como possíveis vestígios de estruturas de habitat, porventura relacionadas com estruturas de combustão, hipótese que só a futura escavação em extensão da jazida permitirá confirmar ou infirmar.

O outro único momento da sequência crono- estratigráfica do Paleolítico superior português em que podem ocorrer de forma conjugada algumas das principais características que definem tecnica e tipologicamente o Gravettense final é o que corresponde à fácies do Magdalenense superior representada na jazida de Vale da Mata (Cambelas, Torres Vedras)[6]. Estas indústrias diferenciam- se porém claramente das gravettenses do ponto de vista métrico, conforme se depreende facilmente da consulta das Figs. 11 e 12. Além disso, a exploração do quartzo para a debitagem de lamelas a partir de núcleos carenados é desconhecida nestas indústrias, em contraste com o que se passa nas que se encontram datadas de cerca de 21 500 BP, onde é uma componente fundamental dos espólios, mesmo em estações situadas a muito curta distância de boas jazidas de sílex. Por outro lado, as lamelas de dorso truncadas representam sempre, nas jazidas magdalenenses, uma percentagem não superior a 15% do total das armaduras obtusas de dorso e, no Magdalenense superior, são sempre em menor número do que as lamelas de dorso denticuladas. Nas indústrias gravettenses, pelo contrário, as lamelas de dorso truncadas nunca são menos de 30% do referido total (como acontece nos níveis 4c+5 de Cardina I, onde são duas num total de quatro), e as lamelas de dorso denticuladas são inexistentes. Finalmente, lâminas do módulo da que serviu de suporte à raspadeira com o nº 5 da Fig. 9 (e de que há outros exemplares sob a forma de pequenos fragmentos) são muito raras nas indústrias magdalenenses, cujas estratégias de produção revelam uma tendência para a economização da matéria- prima que se traduz nas dimensões lamelares da quase totalidade dos suportes alongados, tendência que, num contexto de carência de sílex como o que acima se caracterizou, teria seguramente sido ainda mais marcada (como, aliás, é confirmado pela análise do material lítico proveniente de Cardina II e dos níveis 1- 3 de Cardina I).

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