O Instituto de Arqueologia da Faculdade de Letras de Coimbra integra:

Biblioteca

Gabinete de Numismática

Mapoteca

Diapoteca

Fototeca

Arquivo Documental

 


Biblioteca

A biblioteca tem actualmente, 8297 volumes e recebe 341 revistas, na maior parte estrangeiras e obtidas por permuta com a Conimbriga (e respectivos Anexos), revista de arqueologia editada pelo Instituto, a que se juntou, a partir de 1982, a publicação do Ficheiro Epigráfico.

A colecção de revistas deve considerar-se boa. As permutas são seleccionadas, não se estabelecem facilmente com revistas portuguesas de carácter geral, que podem ser encontradas na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra ou nas bibliotecas da Faculdade de Letras da mesma Universidade. Permuta-se, é certo, com algumas revistas estrangeiras que se revestem de mais interesse para a História ou a História da Arte do que para a Arqueologia; nestes casos, o motivo que levou à solicitação ou aceitação da permuta foi a inexistência dessas revistas em outras bibliotecas de Coimbra (e, para alguns títulos, a sua inexistência mesmo em qualquer biblioteca pública nacional). Dado que as permutas só foram iniciadas em 1959, ano da publicação do primeiro número da revista Conimbriga, são raros os volumes anteriores a essa data.

As obras entradas na biblioteca são catalogadas pelo Serviço Central de Catalogação da Faculdade de Letras de Coimbra, que por sua vez integra a PORBASE (Base Nacional de Dados Bibliográficos). Indicando que se pretende apenas pesquisar as obras da biblioteca do Instituto de Arqueologia da U.C, poderá efectuar pesquisas bibliográficas de forma remota, ligando-se pelo SIIB/UC (Sistema Integrado de Informação Bibliográfica/Universidade de Coimbra) à Porbase. Poderá de momento, apenas ter acesso às obras que entraram depois de Abril de 1990.

O catálogo da biblioteca inclui um ficheiro de autores, um ficheiro de títulos e um ficheiro de matérias.Os artigos de revistas, quando digam respeito a matérias de arqueologia, epigrafia e numismática clássicas, são regularmente analisados, na data de entrada, e deles se faz um ficheiro temático; por falta de pessoal técnico, não se realizam ficheiros por autores nem, de forma sistemática, se analisam os artigos referentes a matérias de Pré-História e Proto-História. O ficheiro temático dos artigos de revistas atinge, neste momento, cerca de 7500 fichas.

 

Gabinete de Numismática

O considerável número de moedas que se foram reunindo no Instituto (4773, na sua quase totalidade, romanas) e a contratação, em 1963, de um assistente que pretendia especializar-se na área de Numismática romana, levaram à criação de um Gabinete de Numismática. Este, instalado nos inícios da década de 1970, foi equipado com medalheiros, um cofre-forte, balança de precisão e biblioteca especializada.

Inclui, entre outros, um considerável número de denários republicanos, o tesouro de Antoniniani de Aldeia das Dez (HIPÓLITO, 1963) e o tesouro de moedas do século IV de S. Vitória do Ameixial (em estudo).

 

Mapoteca

A situação actual da Mapoteca é a seguinte:

  • Cobertura do território nacional nas escalas:

    • 1:25 000 (completa)
    • 1:50 000 (42 folhas)
    • 1:100 000 (completa)
    • 1:200 000 (completa)
    • 1:250 000 (completa)
    • 1:500 000 (completa)
  • Carta Geológica na escala 1:50 000: 120 folhas
  • Carta de Capacidade dos Solos na escala 1:50 000: 16 folhas
  • Carta Mineira de Portugal na escala 1:500 000
  • Carta das Nascentes Minerais de Portugal na escala 1:1 000 000
  • Carta Hidrogeológica de Portugal na escala 1:1 000 000
  • Carta Litológica de Portugal
  • Réseau Routier de l'Afrique Romaine
  • Carte Géologique du Nord-Ouest de la Péninsule Ibérique na escala 1:500 000
 

Diapoteca

A Diapoteca, constituída essencialmente para apoio das aulas, conta com 2859 diapositivos no formato 4 x 4, e um reduzido número de diapositivos noutros formatos.

 

Fototeca

A fototeca compreende mais de 600 negativos. Inclui ainda uma colecção de provas de 18 x 24 cm, de todas as peças de escultura romana de Portugal e de todas as inscrições romanas do conventus Pacensis.

 

Arquivo Documental

O Arquivo Documental inclui diversos núcleos:

Ficheiro de notas de leitura
Este ficheiro é constituído por sistemáticas notas de leitura da bibliografia arqueológica relativas à época romana em Portugal tomadas por Jorge Alarcão em fichas normalizadas. Um índice temático, organizado em função de palavras-chave, permite a consulta do ficheiro. Assim, por exemplo, se algum investigador quiser estudar o culto de Júpiter no Portugal romano, através da palavra-chave "Júpiter" encontrará as fichas em que se recolhe a informação sobre esta divindade em Portugal. A maneira como estas notas foram tomadas, recolhendo toda a informação relevante e citando, não apenas o autor e o título da obra ou artigo, mas até as páginas de cada afirmação, dispensa, na maior parte dos casos, a consulta da obra ou artigo original.
O elevado número de fichas (neste momento, mais de 5000, representando a leitura de mais de 2800 obras ou artigos) e de palavras-chave começa a exigir a informatização do sistema.

Arquivo de plantas, desenhos e gravuras
Independentemente da mapoteca, coleccionam-se plantas, alçados ou gravuras de monumentos arqueológicos, bem como desenhos de materiais procedentes de escavações realizadas por membros do Instituto.

Arquivo de trabalhos de alunos
Exigiu-se dos alunos, durante muitos anos, a realização de um trabalho escrito na cadeira de Técnicas de Investigação Arqueológica. Os trabalhos corresponderam, normalmente, ao levantamento arqueológico de um concelho. Os alunos realizavam pesquisa bibliográfica mas procuravam também identificar estações arqueológicas inéditas ou estudar materiais. Os trabalhos eram, por isso, um repositório extremamente útil de informação, motivo por que foram conservados e inventariados. Ao mesmo tempo, os alunos faziam o levantamento sistemático da microtoponímia da região que estudavam, servindo-se para isso dos livros antigos de matrizes prediais. Não é possível fazer-se, neste momento, um cálculo do número de microtopónimos registados, mas eles ascendem a dezenas de milhar, reclamando um tratamento informático.
Além destes trabalhos realizados no âmbito da cadeira de Técnicas de Investigação Arqueológica, também se arquivam normalmente os efectuados pelos alunos do Seminário do 4º ano, por corresponderem a pesquisas originais e conterem informação arqueológica relevante.



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