Os satélites de Úrano

Devido à sua grande distância da Terra, às suas pequenas dimensões, e a só terem sido visitados uma vez, de passagem, pela Voyager 2, os satélites de Úrano são ainda muito mal conhecidos.

As suas órbitas desenvolvem-se próximo do plano equatorial do planeta-mãe e, por isso, fazem grandes ângulos com a Eclíptica. Na sua maioria as órbitas são quase circulares: só as quatro pequenas luas mais distantes têm órbitas marcadamente elípticas.

Podem dividir-se em três grandes grupos (um pouco como os satélites de Júpiter): as onze pequenas luas interiores, de muito baixo albedo (<0.1), os cinco satélites maiores (Figura 22.1) e as cinco luas exteriores.

É possível que as luas menores sejam objectos capturados por Úrano da Cintura de Kuyper e, portanto, tenham composições semelhantes aos núcleos cometários.

Tabela 1 – Satélites de Úrano

Satélite

Distância (X1000 km)

Raio (km)

Massa (kg)

Descobridor

Data

Cordélia

50

13

?

Voyager 2

1986

Ofélia

54

16

?

Voyager 2

1986

Branca

59

22

?

Voyager 2

1986

Créssida

62

33

?

Voyager 2

1986

Desdémona

63

29

?

Voyager 2

1986

Julieta

64

42

?

Voyager 2

1986

Pórcia

66

55

?

Voyager 2

1986

Rosalinda

70

27

?

Voyager 2

1986

Belinda

75

34

?

Voyager 2

1986

1986U10

76

40

?

Karkoschka

1999

Puck

86

77

?

Voyager 2

1985

Miranda

130

236

6.30E+19

Kuiper

1948

Ariel

191

579

1.27E+21

Lassell

1851

Umbriel

266

585

1.27E+21

Lassell

1851

Titânia

436

789

3.49E+21

Herschel

1787

Oberon

583

761

3.03E+21

Herschel

1787

Calibã

7169

40

?

Gladman

1997

Estêvão

7948

15

?

Gladman

1999

Sicorax

12213

80

?

Nicholson

1997

Próspero

16568

20

?

Holman

1999

Setebos

17681

20

?

Kavelaars

1999

Figura 1 – As cinco luas maiores de Úrano, de cima para baixo: Miranda, Ariel, Umbriel, Titânia e Oberon. Fotomontagem a partir de imagens Voyager 2.