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josé sebastião da silva dias

 

O Prof. Doutor José Sebastião da Silva Dias nasceu em Arcos de Valdevez a 9 de Fevereiro de 1916.
Tendo como objectivo seguir a carreira da magistratura, veio para Coimbra frequentar o curso de Direito, em que se formou em 1941. Não foram, contudo, apenas as obras e temas jurídicos que despertaram a sua atenção durante o tempo de estudante universitário. Ela foi compartilhada pela filosofia, a história, a literatura, a sociologia, a religião, etc. Disso são prova a sua passagem pela Direcção do Centro Académico de Democracia Cristã, a que presidiu nos anos de 1939-40 e 1940-41, e os artigos que assinou na revista Estudos e no jornal Via Latina, ambas publicações académicas coimbrãs.
A polémica gerada entre a intelectualidade portuguesa pelo seu artigo «Toque de clarim» publicado no Acção. Semanário da Vida Portuguesa, de 4 de Setembro de 1941, levou-o a fixar-se em Lisboa e a dedicar-se ao jornalismo, integrando o corpo redactorial do Novidades, ao mesmo tempo que iniciava a sua carreira no funcionalismo público como Assistente dos Serviços de Acção Social do Instituto Nacional do Trabalho e Previdência, lugar de que tomou posse em 1942. O dia-a-dia deste seu trabalho oficial fê-lo tomar consciência dos graves problemas sociais existentes no país e a ver com um olhar mais crítico o regime político vigente. Incómodo, pela sua actuação, foi demitido, por «conveniência de serviço» em 1946.
Dedica-se então ao jornalismo a tempo inteiro e as colunas do Novidades e da A Voz albergaram os seus artigos com os mais variados temas: literatura, economia, política internacional, filosofia, história, questões sociais, igreja, filosofia, ensino.
As suas análises, muitas vezes discordantes das do regime, despertaram a atenção da Censura sobre o seu nome. Foi, então, obrigado a recorrer, ao uso de pseudónimos e iniciais para poder publicar alguns dos seus artigos mais polémicos. José d'Amiosa, José de Brito, R.S.M., Alfredo Lima, Pelo Trabalhador, foram alguns dos que usou. Outros artigos saíram mesmo anonimamente.
Reintegrado no serviço oficial em 1949 como Secretário do Tribunal das Penas, foi mais tarde Inspector da Polícia Judiciária, Director do Instituto de Assistência a Menores e Provedor da Casa Pia de Lisboa. Esta actividade profissional ligada à assistência social e ao mundo do crime, levaram-no a reflectir sobre o posicionamento e as responsabilidades do cristão perante o mundo em que vive. Foi precisamente neste período que se tornou mais intensa a sua actividade como católico empenhado, publicando vários livros e proferindo algumas conferências.
Em 1957 foi convidado a reger a cadeira de História da Cultura na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. A sua actividade e dinamismo, quer a nível da criação de instituições de cultura e investigação, quer a nível da docência, são por demais conhecidas. Em 1976 cria o Instituto de História e Teoria das Ideias e em 1977 sai o vol. 1 da Revista de História das Ideias de que foi o primeiro Director. Por esta mesma altura funda o Centro de História da Sociedade e da Cultura da Universidade de Coimbra que dirige até ir para a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa em 1980 onde lança a Revista Cultura, História, Filosofia e é o responsável científico do Centro de Históira da Cultura.
A longa lista de obras da sua autoria que se segue, é o fruto de toda uma vida dedicada ao ensino e à cultura.

BIBLIOGRAFIA* [+]

* org. de Maria do Rosário Azenha
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Última alteração: Fevereiro de 2006
Coordenação: IHTI | Revisão: Maria do Rosário Azenha | Actualização: Manuel Vizeu | Fotos: Leonardo Opitz and Sérgio Azenha

 
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