História e Verdade(s), vol. 23
LUÍS QUINTAIS
O teatro de destruição e da verdade e a psiquiatria portuguesa na transição do século XIX.
Apoiando-se nas ideias de "finitude" como espectáculo (Foucault) e "naufrágio" (Blumenberg), o autor propõe mostrar a configuração dramatúrgica da psiquiatria clínica e forense na transição do século XIX português. Isto é feito por recurso aos escritos do psiquiatra Júlio de Matos.
Concluir-se-á que esta configuração dramatúrgica se fundava numa tensão entre os propósitos distanciadores ou estéticos da clínica e as implicações empáticas ou éticas do seu exercício. Implicações que se afiguram claras dada a tradução forense das práticas da psiquiatria então emergente no contexto português.
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