| Os Intelectuais e os Poderes, vol. 24
PAULO ARCHER
Três teses sobre a Ucronia e a Floresta Utópica. A propósito do Integralismo Lusitano.
Típico movimento de intelectuais do início do século (conceito que se tenta precisar), no qual, originariamente confluíram influências do simbolismo, do positivismo de direita e do acratismo finissecular, conjugadas com a influência do pensamento tradicionalista e da Action Française de Maurras, o Integralismo Lusitano (1914-38) propôs um combate político e cultural definidor do campo antiprogressista e reaccionário, cuja herança matriz, no fundamental, permaneceu na "cultura da direita", antidemocrática e autoritária, em Portugal, durante mais de meio século.
Neste artigo tenta-se compreender os segmentos mais significativos do pensamento antiutópico do reaccionarismo integral, colocado na encruzilhada entre Modernidade e antimodernidade, difícil encruzilhada na qual se encontrava a própria sociedade portuguesa.
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