| Tolerâncias, Intolerâncias,
vol. 25
JOÃO MADEIRA
Bolchevização, funcionários clandestinos e identidade no PCP.
O corpo de funcionários clandestinos do PCP constituiu a espinha dorsal do Partido Comunista Português durante o longo período de ilegalidade a que se viu forçado pelo Estado Novo. A mobilidade vertical no aparelho partidário, os critérios de selecção, as tensões entre a norma e a realidade acabariam por moldar esse corpo de funcionários, tornando-os num eficaz interface entre o reduzido núcleo dirigente e o conjunto dos militantes, dotado de autoridade efectiva, acrescida pelo poder simbólico que veiculavam.
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