Destaques

 
Resumo
Tolerâncias, Intolerâncias, vol. 25

 

MÁRIO MATOS E LEMOS
União Soviética: a outra informação.

Os condicionalismos a que sempre esteve sujeita a imprensa soviética - imprensa no seu lato sentido de meios de comunicação - são bem conhecidos. Menos conhecido, porém, é o samizdat , termo geral usado para definir os manuscritos postos a circular clandestinamente e que procuravam quebrar o monopólio informativo do Estado. O conceito é anterior, mas a palavra samizdat aparece escrita pela primeira vez em Maio de 1967. Até à morte de Estaline a comunicação clandestina não teve grande importância, mas a partir de 1954, depois do discurso de Kruschov que condenou a política estaliniana, começaram a aparecer, principalmente nos meios universitários, sob a forma manuscrita ou dactilografada, antologias de poesia e jornais literários; surgiram depois os romances (o Dr. Jivago , de Pasternak, é um exemplo importante) e os samizdat periódicos, meios de comunicação política interna que contrariavam a política de informação oficial, o mais importante dos quais é, provavelmente, a Crónica dos Assuntos Correntes , que tinha as características de um jornal e começou a aparecer em 1968 prosseguindo, irregularmente, claro, durante vários anos.

 

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Última alteração: Fevereiro de 2006
Coordenação: IHTI | Revisão: Maria do Rosário Azenha | Actualização: Manuel Vizeu | Fotos: Leonardo Opitz and Sérgio Azenha

 
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