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Os ribeiros
Os pequenos ribeiros são muito numerosos. Os seres vivos que neles se encontram dependem quase exclusivamente das folhas fornecidas pelas árvores que os ladeiam como fonte de alimento (foto 1). Uma vez na água as folhas são decompostas por fungos (foto 2) e consumidas por invertebrados que se escondem entre as pedras ou folhas (fotos 3, 4). São estes invertebrados que servirão de alimento a uma variedade grande de outros seres tais como outros invertebrados (foto 5), peixes com importante valor económico, anfíbios (foto 6) ou mesmo aves.
 Foto 1 (click para fechar)
foto de J.P.Lima
Foto 2 (click para fechar)
foto de V.Ferreira
Foto 3 (click para fechar)
foto de R.Cortes
Foto 4 (click para fechar)
foto de C.Canhoto
Foto 5 (click para fechar)
foto de C.Canhoto
Foto 6 (click para fechar)
foto de A.L.Gonçalves
É frequente encontrarmos estádios adultos de insectos poisados ou a voar nas margens dos ribeiros (foto 7). A decomposição das folhas e o crescimento dos seres vivos como os invertebrados ou os peixes são muito sensíveis à temperatura. Prevê-se, por isso, que a biologia destes cursos de água venha a ser muito afectada pelo aumento da temperatura global (até 6 ºC nos próximos 100 anos).
Foto 7 (click para fechar)
foto de R.Cortes
Os efeitos poderão reflectir-se no bem-estar, saúde e economia das populações, com, por exemplo invasão de espécies de invertebrados vectores de doenças, provenientes de zonas mais quentes ou, pelo aspecto positivo, um aumento da produtividade de peixes. Mas este é um assunto sobre o qual pouco se sabe.