As espécies exóticas invasoras tornaram-se tão familiares que as tomamos muitas vezes por espécies nativas. Muitas vezes, a sua beleza leva-nos a gostar delas; outras vezes, passam simplesmente despercebidas no meio de tantas espécies. No entanto, de forma silenciosa, estão a invadir os nossos ecossistemas e a expulsar as espécies que os caracterizam - chamam-se espécies invasoras e já conquistaram o seu espaço. É preciso parar a sua dispersão!
A invasão biológica por espécies exóticas é um processo que podemos observar de forma crescente em Portugal, e que ocorre em todo o Mundo em proporções absolutamente alarmantes. Em causa está a biodiversidade global e os serviços dos ecossistemas que suportam a Vida. E, no entanto, o problema mais grave é que somos muitas vezes nós quem causa o problema e contribui para o seu agravamento, frequentemente sem nos apercebermos. É preciso que aprendamos a identificar estas espécies, compreender o que representam, e fazer o possível para que não proliferem.
Em Portugal, muitas das espécies que se comportam hoje como invasoras foram introduzidas em épocas passadas com objectivos que passaram pela fixação de areias (ex. chorão-das-praias, acácia-de-espigas), estabilização de taludes (ex. mimosa), utilização da madeira (ex.mimosa, austrálias) ou dos taninos (ex.acácia-negra), sebes vivas (ex.háquias), alimentação (ex.lagostim-vermelho) ou simplesmente ornamentais (ex.espanta-lobos, erva-das-pampas). Além destas introduções intencionais, outras houve que ocorreram acidentalmente, mas com consequências igualmente graves.
Pelo grave problema que representam, as espécies invasoras não devem ser utilizadas. Para regular a sua introdução e utilização existe na legislação portuguesa o Decreto-Lei nº 565/99 que regula sobre o tema.