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| [Fada do Céu que traz filhos] | |
Gravura de porta interior (uma de um par) |
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Oficina Hongchang, Foshan, Prov. de Guangdong. Finais da din. Qing (1890-1911) |
| foto: Óscar Almeida, 2003 |
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A forma elegante desta figura feminina inspira-se na arte erudita e académica, denunciando um possível protótipo Ming para esta imagem: O toucado da "fada do Céu", uma outra forma de Guanyin, é uma réplica dos toucados da Corte Ming, cujo uso perdurou na dinastia seguinte. Engenhosamente, a marca da oficina Hongchang inscreve-se no toucado. Esta imagem faz par com um Mandarim, que representa o estudioso que se apresenta aos Exames Imperiais e fica em primeiro lugar. O emblema no peito com a representação de uma cegonha era reservado aos mais altos oficiais civis. O par augura, portanto, um destino auspicioso à criança trazida pela Fada do Céu. Este tipo de gravuras era muito popular para as portas dos recém-casados, na zona costeira da Província de Cantão (Guangdong), resumindo os dois principais desejos do povo na China feudal: O nascimento de um filho do sexo masculino e o acesso à riqueza de um salário de funcionário. Os Exames Imperiais foram abolidos em 1905 e o culto da deusa que traz os filhos foi reprimido a partir do final dos anos vinte pelo governo do Guomindang, pelo que estas imagens perderam a sua popularidade logo no início do século. Só o facto de terem sido exportadas para Macau, onde estas foram adquiridas, terá permitido a sua sobrevivência. |
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47 x 18 cm |
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foi actualizada em
07/06/03
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