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english Deusa da Misericórdia conduz as almas para o Céu
 

Zhima para queimar

 

Atribuída à oficina Jun Ji, Foshan, Prov. de Guangdong. 2ª metade do séc. 20. Tiragem do Museu da Cidade de Foshan (1993).

foto:
Óscar Almeida, 2003
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Usada no Festival das Almas Esfomeadas e nos funerais, representa a deusa Guanyin a abençoar o barco do Destino, que transporta as almas pelo Rio da Vida até ao "Palácio do Oeste", ou Paraíso chinês. Alguns dos acólitos da deusa usam umas fitas esvoaçantes, cujo protótipo remonta à dinastia Tang: Vindas, provavelmente, desde as figurações helenísticas de divindades, via "Rota da seda", para o norte da Índia e daí, via iconografia búdica, para a arte chinesa, estas fitas estão hoje intimamente associadas a Guanyin. A longa oração ou "sutra" inscrita na vela do barco fala da vida e da morte em termos budistas, da vida como um mar amargo (um "vale de lágrimas", diriam os católicos) e da morte como libertação. No nosso ambiente cultural, é inevitável notar as semelhanças desta imagem com os ex-votos Marianos, nomeadamente aqueles com barcos, a agradecerem milagres de Nossa Senhora no mar. Esta aproximação nem sequer é nova, já que a deusa Guanyin, deusa da Misericórdia, sempre foi considerada pelos missionários cristãos a "Nossa Senhora dos chineses": É uma divindade misericordiosa, frequentemente representada nimbada e com um menino nos braços, e também muito dada a aparições e a milagres. Esta é, provavelmente, uma das imagens mais recentes da oficina "Jun Ji", de Foshan, uma oficina que floresceu em Foshan desde os meados da dinastia Qing até à década de oitenta do século 20.

 

52 x 23 cm

   
 

Bibliografia:
AMARAL 2003, no. 35; YAO 1994, p.76.

   
Página actualizada em 07/06/03 .