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| [Deus da Cozinha e Deus da Prosperidade] | |
Zhima para queimar |
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Oficina não-identificada, Yangjiabu, Weifang, Prov. de Shandong. Din. Qing (1644-1911) |
| foto: Óscar Almeida, 2003 |
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No registo superior, o Deus da Cozinha ou Deus do Fogão (Zaoshen, Zaojun ou Zaowang) com as suas duas mulheres. As lendas sobre a existência histórica ou pré-divina de Zaoshen são inúmeras, o que atesta a extensão espacial e temporal da adoração que lhe fazem na China, desde o século 2 da nossa Era. Finalmente, ele deve ser uma reelaboração das crenças neolíticas no génio do lugar. Entronizado em cada cozinha chinesa, donde tudo alcança, o deus da Cozinha regista os acontecimentos em cada família e irá relatar ao Imperador de Jade, no 23º ou 24º dia (depende de costumes locais) do 12º mês lunar, todo o comportamento dos habitantes da casa. Chamam-lhe também "os olhos e os ouvidos do Imperador de Jade". Por isso, as donas de casa costumam besuntar-lhe a boca com mel, para que só diga coisas doces. Para o deus ascender ao Céu, a sua gravura é queimada ritualmente no fim-do-ano: Trata-se, portanto, de um zhima (cavalo de papel). Nesta imagem, o espaço encontra-se partilhado com outras divindades também largamente cultuadas: O registo inferior é ocupado pelo Deus da Prosperidade (Caishen) com a sua corte habitual e, de cada lado, os Oito Imortais (Ba Xian). A marca, que neste caso parece não ter sido intencionalmente destruída, como noutros aconteceu, está tão gasta que já não se lê. |
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35 x 28 cm |
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Bibliografia: |
Esta página
foi actualizada em
10/02/03
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