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Gravura de parede ou de kang (uma de um par) |
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Oficina Shi Xing, Fengxiang, Prov. de Shaanxi. Atribuível a finais da din. Qing (1890-1911). |
| foto: Ó scar Almeida, 2003 |
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As gravuras não têm propriamente um título, as legendas dizem que "Quem vai para a estrada vender, se encontrar um casamento, regressa rico". Legendas assim longas podiam ser recitadas como um pregão pelos vendedores de gravuras, como sabemos que acontecia noutros locais da China, Yangjiabu, por exemplo. Os produtos xilográficos da pequena cidade de Fengxiang contrariam a maior parte das ideias feitas acerca da arte chinesa: Acredita-se, por exemplo, que os chineses nunca usaram a perspectiva no seu desenho e, no entanto, aqui temos uma tentativa disso mesmo. Apesar de pouco conseguida, revela a grande curiosidade despertada no artífice popular chinês pelas imagens ocidentalizadas que, por esta época, entravam na China, através de Shanghai. Outra ideia errada é a de que a gravura chinesa não usa miras de acerto das cores. Em Fengxiang, e noutros locais, elas existem, de facto, embora escondidas na composição: É essa a função de pormenores às vezes insólitos ou inúteis, como o único fruto vermelho na árvore, ou a linha vermelha que atravessa a canga do castigado. Um rápido olhar para estes pormenores permitia ao impressor controlar toda a qualidade da tiragem. O grande número de figuras secundárias (para dar o ambiente e para, pela escala, tentar reforçar a perspectiva) é também uma inovação destas gravuras de Fengxiang. |
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21 x 30 cm |
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foi actualizada em
07/06/03
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