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Pessoas
Portugal
Adília Lopes
poemas...
Al Berto
(1948-1997) poemas...
Alberto Pimenta
É um daqueles poetas que levam muito a sério e agradecem a tolerância que
Aristóteles lhes concede através da permissão de desvios da norma que
ele normativamente fixa na Retórica e na Poética. Assim, considera-se
um "tolerado", no mesmíssimo sentido do termo administrativo com que
eram designadas as prostitutas em Portugal até cerca de meados do
século XX. Continuando o raciocínio, e da mesma maneira que não há
mestres ou políticos iguais, separa os poetas em duas categorias: os
tolerantes e os tolerados. Uma das últimas obras de Alberto Pimenta é o
longo poema Marthiya de Abdel Hamid segundo Alberto Pimenta (2005).
Ana Hatherly
Poeta, ensaísta, investigadora, Ana Hatherly nasceu na cidade do
Porto mas vive e trabalha em Lisboa, onde iniciou a sua carreira
literária em 1958. Membro destacado do grupo da Poesia
Experimental Portuguesa nos anos 60 e 70, tem uma extensa bibliografia
poética e ensaística. Dedicou-se também à
investigação e divulgação da literatura
portuguesa do período barroco, tendo fundado as revistas Claro-Escuro e Incidências.
Licenciada em Filologia Germânica pela Universidade
Clássica de Lisboa, doutorou-se em Estudos Hispânicos do
Século de Oiro na Universidade da Califórnia em Berkeley.
Professora Catedrática da Faculdade de Ciências Sociais e
Humanas da Universidade Nova de Lisboa, foi membro fundador, depois
Presidente e actualmente Vice-Presidente do P.E.N. Clube
Português e ainda membro da Direcção da
Associação Portuguesa de Escritores. Paralelamente tem
uma carreira como artista plástica, iniciada nos anos 60, com um
extenso número de exposições individuais e
colectivas em Portugal e no estrangeiro. Obras suas estão
incluídas nos principais Museus de Arte Contemporânea
portugueses e em colecções privadas nacionais e
estrangeiras. Diplomada em técnicas cinematográficas pela
International London Film School, nos anos 70 foi docente na Escola de
Cinema do Conservatório Nacional, e no AR.CO, em Lisboa. Da sua
actividade como cineasta nos anos 70 resultaram vários filmes,
de que há cópias no Centro de Arte Moderna da
Fundação Calouste Gulbenkian e no Arquivo da Cinemateca
Nacional, em Lisboa. Em 1978 foi agraciada pela Academia Brasileira de
filologia do Rio de Janeiro com a medalha Oskar Nobiling por
serviços distintos no campo da literatura. Em 1998 obteve o
Grande Prémio de Ensaio Literário da
Associação Portuguesa de Escritores; em 1999 o
Prémio de Poesia do P.E.N. Clube Português; e, em 2003, o
Prémio de Poesia Evelyne Encelot, em França, e o
Prémio Hannibal Lucic, na Croácia.
Ana Luisa Amaral
Tem seis livros de poesia publicados: Minha senhora de
quê (1990); Coisas de Partir (1993); Epopeias
(1994); E muitos os caminhos (1995), Às vezes o
Paraíso (1998) e Imagens (2000). Professora de
Literatura e Cultura Inglesa, Ana Luísa Amaral doutorou-se
com uma tese sobre Emily Dickinson, autora sobre a qual publicou
já vários estudos. Publica também regularmente ensaios sobre
poesia moderna e contemporânea.
Ana
Mafalda Morais Leite
Tem o nome de um barco que fazia viagem para África.
Nasceu em Portugal e meses depois foi levada (como lhe cumpria
por nome) para o norte de Moçambique, onde viveu até
aos dezoito anos. Viaja emocionalmente entre duas terras,
uma afectiva, Moçambique (aí escreveu os seus
primeiros textos poéticos), a outra de origem, Portugal,
onde reside actualmente. Professora na Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa, trabalha na área das literaturas
de língua portuguesa. Tem publicados Cem haiku
(antologia em colaboração com José Manuel
Lopes; Lisboa, Veja, 1984); Em Sombra Acesa (Lisboa:
Veja, 1984); Canções de Alba (Lisboa:
Vega, 1989; Menção Honrosa Eça de Queiroz
1990); Mariscando Luas (em colaboração
com Roberto Chichorro e Luís Carlos Patraquim; Lisboa:
Vega, 1992); e Rosas da China (Lisboa: Quetzal, 1999).
António
Branco
Nasceu em 1961 em Malange, Angola. Entre 1978 e 1983 foi actor
no Teatro da Comuna e no Teatro do Mundo. Licenciado em Línguas
e Literaturas Românicas, leccionou na Universidade de Macau
e lecciona actualmente na Universidade do Algarve. A sua poesia
recebeu o prémio do Centro Nacional de Cultura em 1986. Publicou
Fugidia Comunhão (1996).
António Jacinto Pascoal
António
Jacinto Rebelo Pascoal (n. 1967, Coimbra) é Mestre em Literaturas e
Culturas Africanas de Língua Portuguesa. Estreou-se em 1991, com Pátria ou Amor
(Prémio da Associação Académica de Coimbra, com prefácio de Agustina
Bessa-Luís). Surge editado em variadíssimas antologias poéticas.
Actualmente, vive em Arronches.
António Ramos Rosa
Nasceu
em Faro, em 1924. Foi professor e tradutor (recebeu o prémio
da Fondation Hautvilliers, em 1976). Foi fundador e co-director
das revistas Árvore, Cassiopeia e Cadernos
do Meio Dia e colaborou em várias publicações,
donde se destacam Seara Nova, Artes e Letras,
Vértice e Colóquio, bem como em
diversas publicações estrangeiras, figurando
a sua poesia em antologias europeias e da América Latina.
Desde O grito claro (1958), publicou mais de quatro
dezenas de livros de poesia. Tem também vários
volumes de ensaios críticos.
Boaventura
de Sousa
Tem quatro livros de poemas publicados: O rosto quotidiano
(1966), Têmpera (1980), Madison e outros lugares
(1989) e Viagem ao centro da pele (1995). Com o nome
Boaventura de Sousa Santos, é professor de Sociologia nas
Universidades de Coimbra e Wisconsin-Madison, com extensa
obra publicada nesse campo.
Carlos
Poças Falcão
Casimiro de Brito
Nasceu em Loulé, em 1938. Esteve ligado ao movimento
“Poesia 61”, tem colaborado em publicações
periódicas e dirigiu várias revistas literárias,
entre elas Cadernos do Meio-dia. O seu primeiro livro
de poesia foi Poemas da solidão imperfeita (1957)
e o mais recente Na via do mestre (2000).
E.M. de Melo e Castro
Nasceu na Covilhã, Portugal, em
1932. Poeta e ensaísta. Formado em Engenharia Têxtil pelo
Instituto Tecnológico de Bradford, Inglaterra, em 1956, exerceu
esta profissão paralelamente à de escritor, dedicando-se
também ao ensino tecnológico e à
publicação de manuais de tecnologia e design
têxtil. Doutorado em Letras pela Universidade de São
Paulo, onde leccionou de 1996 a 2001. É actualmente Professor de
Arte Multimédia, na ESAP (Escola Superior Artística do
Porto) e de Cultura e Língua Portuguesa, no Instituto Piaget no
Campus de Almada. Praticante e teórico da Poesia Experimental
Portuguesa nos anos 60, introdutor em Portugal da Poesia Concreta
(IDEOGRAMAS, 1961), é considerado pioneiro da videopoesia (RODA
LUME, 1968). Entre 1985 e 1989, desenvolveu, na Universidade Aberta de
Lisboa, um projeto de criação de videopoesia denominado
SIGNAGENS. Actualmente, tem-se dedicado à infopoesia. Organizou
várias antologias, entre as quais a Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa,
em colaboração com Maria Alberta Menéres (4
edições). É autor de 22 livros de poesia e 18 de
ensaios de crítica e teoria literária. A sua
produção entre 1950 e 1989 encontra-se reunida na obra
TRANS(A)PARÊNCIAS, Sintra, Tertúlia, 1989 [Grande
Prémio de Poesia Inaset-Inapa de 1990]. Os seus títulos
mais recentes são: Entre o Rigor e o Excesso: Um Osso (poesia) (Ed. Afrontamento, Porto, 1994); Finitos Mais Finitos (ficções), (Ed. Hugin, Lisboa, 1996); Voos da Fénix Crítica II, (Edições Cosmos, Lisboa, 1998); Antologia para Inici-Antes (Editora Ausência, Vila Nova de Gaia, 2003) e O Limite das Coisas (
poesia) (Ed. Campo das Letras, Porto, 2003). Recebeu o Prémio
Jacinto do Prado Coelho da Associação Internacional dos
Críticos Literários, pela obra Voos da Fénix Crítica (Lisboa, Edições Cosmos, 1995).
Eduardo Pitta
Nasceu em Lourenço Marques [Maputo], a 9 de Agosto de 1949.
É poeta, ficcionista, ensaísta, e crítico de
poesia nas revistas Colóquio-Letras e LER. Viveu
em Moçambique até Novembro de 1975. Publicou sete livros
de poesia, evoluindo do hermetismo da circunstância colonial para
um expressionismo centrado na identidade (homo)sexual do sujeito. Uma
selecção alargada desse corpus encontra-se coligida em Marcas de Água, 1999. Parte da produção crítica e ensaística foi reunida nos volumes Comenda de Fogo, 2002, e Metal Fundente, 2004. Em Fractura,
2003, ensaio sobre a condição homossexual na literatura
portuguesa contemporânea, o autor sinaliza
representações da homotextualidade nacional numa
perspectiva que não elide a "negociação de
identidade". Com a trilogia de contos Persona, 2000, verificou-se uma profunda deslocação na sua escrita. Colaborou activamente no jornal online Ciberkiosk. Poesia
e prosa dispersa por inúmeras publicações de
Portugal, Espanha, França, Brasil e, na juventude (1968-75), de
Moçambique. Em 2001, organizou, para a revista francesa Arsenal,
um dossier sobre literatura portuguesa actual. Desde 1982, tem
participado em congressos, seminários e encontros de poetas, em
Portugal e no estrangeiro.
Egito Gonçalves (1920-2001)
Nasceu em Matosinhos em 1920 e faleceu em 2001. Publicou poesia
desde 1950 e uma das suas últimas antologias foi O
Pêndulo afectivo (1991). Foi fundador de várias
revistas literárias, sendo a mais recente Limiar (1992). Exerceu actividades diversas ao longo da sua vida.
Os seus poemas encontram-se traduzidos e publicados em diversos
países.
Feliciano de Mira
Feliciano
de Mira nasceu em Arraiolos, Portugal, é doutorado em “Socio-économie
du développement”, pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de
Paris e em Sociologia Económica e das Organizações, pelo Instituto
Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa. Entre
outras áreas da sua actividade, tem-se dedicado, desde 1979, à criação
de poesia visual, sonora e às escritas experimentais em vários
suportes. Tem participado em exposições convencionais e multimédia,
debates, conferências e a sua poesia encontra-se publicada em países
como Portugal, Brasil, Moçambique, El Salvador, Alemanha, França,
Espanha e Itália. A sua colecção de poesia visual, Bénédiction, foi publicada em 2006 (Palimage).
Fernando
Aguiar
Nunca publicou um livro de sonetos, mas já publicou
um soneto de livros (poesia, infantis e antologias de poesia
visual portuguesa e internacional), dos quais se podem referir:
O Dedo (1981, Poesia), Poemografias: Perspectivas
da Poesia Visual Portuguesa (1985, antologia, com Silvestre
Pestana), Rede de Canalização (1987,
Poesia), Concreta. Experimental. Visual. Poesia Portuguesa
1959-1989 (1989, antologia, com Gabriel Rui Silva), Minimal
Poems (Alemanha, 1994, Poesia), Indicis (Barcelona,
1995, Poesia), Ueré de Guaraquecaba (Itália,
1998, infantil), Os olhos que o nosso olhar não
vê (1999, Poesia). Participou em inúmeros
Festivais Internacionais de Poesia. Apresentou ainda intervenções
poéticas em Portugal, França, Espanha, Itália,
Hungria, Japão, República Eslovaca, Polónia,
República Checa, México e no Canadá.
http://www1.terravista.pt/meiapraia/4180/aguiar1.htm
Fernando Assis
Pacheco (1937-1995)
Fernando Echevarría
Nasceu em 1929. Cursou Humanidades em Portugal e Filosofia
e Teologia em Espanha. Exilado em Paris em 1961, parte para
Argel dois anos depois. Actualmente reside em Paris. Publicou
o seu primeiro livro de poemas, Entre dois anjos, em
1956; recebeu o prémio de poesia do PEN CLUB em 1981,
com Introdução à Filosofia. Dos
seus mais livros mais recentes destaca-se Sobre os mortos
(1991).
Fernando Guimarães
Fernando
Pinto do Amaral
Nasceu em Lisboa, Portugal, em 1960. Doutorado em Literaturas
Românicas, é professor na Faculdade de Letras de Lisboa, crítico
literário e colaborador em diversas revistas literárias. Tem
publicados, entre outros, os livros A Escada de Jacob
(1993) e Às Cegas (1997), de poesia; O Mosaico Fluido
(1991; Prémio Pen-Clube) e Na Órbita de Saturno (1992),
de ensaio; e traduções de As Flores do Mal, de Baudelaire
(Grande Prémio de Tradução do Pen-Clube e da A.P.T.) e Poemas
Saturnianos, de Verlaine.
Fiama
Hasse Pais Brandão poemas...
Nasceu
em 1938, em Lisboa, onde ainda reside. Trabalhou em tradução,
foi encenadora e publicou peças de teatro, poesia e
artigos sobre história da cultura portuguesa. O seu
primeiro livro de poemas, Morfismos, foi publicado
em 1961, seguindo-se mais dez obras, até Obra breve
(1991), em que reúne os livros anteriores e alguns
poemas inéditos (1991).
Firmino
Mendes
Nasceu em Ronfe, Guimarães, Portugal, em 1949. É professor
de Língua Portuguesa, na Escola Superior Artística do Porto.
Para além de publicar poemas em diversas revistas, tem publicados
em livro Ilha sobre Ilha (1993; Prémio de Revelação
de Poesia da A.P.E., 1991), Fronteira Animal (1993),
Invocação e Ofícios (1995) e Um Segredo Guarda o
Mundo (1998).
Gastão Cruz
Gastão Cruz nasceu em Faro, em 20 de Julho de 1941.
Licenciou-se em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Em 1961 estreou-se como poeta, no âmbito da publicação colectiva Poesia 61.
Tem desenvolvido actividade crítica e ensaística, estando
o seu trabalho nessa área reunido, em parte, no livro A Poesia Portuguesa Hoje (1973; 2a.edição, revista e aumentada, 1999).
A
partir de 1975 realizou igualmente uma acção regular no campo teatral,
quer como crítico de teatro, quer como encenador, tendo sido um dos
fundadores do Grupo Teatro Hoje/Teatro da Graça (1975-1994), que
dirigiu e co-dirigiu e com o qual encenou peças de Crommelynck (Os Amantes Pueris), Camus (O Equívoco), Strindberg (O Pelicano), Tchekov (A Gaivota), assim como uma adaptação sua do romance Uma Abelha na Chuva de Carlos de Oliveira.
Traduziu poetas como Blake, Cocteau, Jude Stéfan e Sandro Penna, assim como peças de Shakespeare (O Conto de Inverno) e Strindberg (O Pelicano).
Entre
1980 e 1986, viveu em Londres, onde foi leitor de português na
respectiva Universidade (King’s College), tendo-se encarregado de
cursos de língua e literatura portuguesas.
É um dos directores da Fundação Luís Miguel Nava e da revista de poesia Relâmpago, publicada pela mesma instituição.
Dos seus livros, destacam-se títulos como Outro Nome (1965), As Aves (1969), Teoria da Fala (1972), Órgão de Luzes (1981), O Pianista (l984), As Leis do Caos (1990), As Pedras Negras (1995).
Em 1999, reuniu toda a sua obra poética no volume Poemas Reunidos (Publicações Dom Quixote). Em 2000, 2002, 2004 e 2006, respectivamente, publicou os livros de poemas Crateras, Rua de Portugal, Repercussão e A Moeda do Tempo, todos na editora Assírio & Alvim. Em 2004, organizou a antologia Quinze Poetas Portugueses do Século XX e o audiolivro Ao Longe os Barcos de Flores – Poesia Portuguesa do Século XX, ambos publicados pela editora Assírio & Alvim.
Helder
Macedo
Radicado em Londres desde 1960, é o professor titular da Cátedra
Camões no King's College, director da revista Portuguese
Studies e presidente da Associação Internacional de
Lusitanistas. Além de cinco livros de poemas, dos quais
Viagem de Inverno (1994) é o mais recente, publicou
também os romances Partes de África (1991), Pedro
e Paula (1998) e Vícios e Virtudes (2000). Da sua
vasta obra ensaística, destacam-se os estudos dedicados a
Bernardim Ribeiro, Camões e Cesário Verde.
Helga Moreira
Nasceu em Quadrazais (Guarda), em 1950. Publicou Cantos do Silêncio (1978), Fogo Suspenso (1980), Quem não vier do sul (1983), Aromas (1985), Os Dias Todos Assim (1996), Desrazões (2002), Tumulto (2003). Poesia sua encontra-se publicada em revistas - Serpente, Colagem, Os Poetas do Café, Hífen, etc. - e volumes colectivos: A Jovem Poesia Portuguesa-I (1979) e Amor Luxúria & Morte (1987). Encontra-se ainda representada em Vozes e Olhares no Feminino (2001, org. Isabel Pires de Lima). Vive no Porto.
Inês
Loureiro
Nasceu no Porto em 1942. Publicou os seguintes livros de poesia:
Cicatriz 100% (1980), Retinografias (1986),
Os Solistas (1994), Teoria da Imunidade
(1996) e Um Quarto com Cidades ao Fundo (poesia reunida,
2000). Está incluída na antologia de poesia
contemporânea O Poeta e a Cidade, organizada por Eugénio
de Andrade (1996). Colaborou com poesia em diversas colectâneas
e em algumas publicações portuguesas (Jornal
de Letras, Cadernos de Serrubia, Colóquio-Letras,
etc.) e também em revistas de poesia de Espanha, Itália
e França. Coordena e edita desde 1987, os Cadernos
de Poesia - Hífen.
Isabel
Cristina Pires
Nasceu em 1953. É psiquiatra em Coimbra. Em 1987 escreveu
Universal, Limitada (prémio Caminho de Ficção
Científica), seguido de A Árvore das Marionetas
(romance) e A Casa em Espiral (contos). Nos últimos
anos editou, na col. Caminho da Poesia, os seguintes títulos:
A Roda do Olhar (1993), À Porta de Nárnia
(1995), Cobra de Papel (1997) e Todas as Cores
do Azul (2001).
João
de Mancelos
Nasceu em Coimbra, em 1968. É autor de diversas obras,
entre as quais se destacam O Labor das Marés
(poesia), As Fadas Não Usam Batom e Foi
Amanhã (contos). Dirige o Projecto Multimédia,
um grupo experimental que alia a declamação,
a dança e a fotografia fixa ou em movimento. Algumas
das suas declamações encontram-se gravadas em
formato digital, num CD-Rom organizado pela Porto
Editora. Recentemente, publicou um conto - Serena
- em edição bilingue, a convite de uma conhecida
cadeia internacional de hotéis. Tem leccionado cursos
e conferências sobre escrita criativa, na Universidade
Católica, onde é docente, e a convite de outras
instituições.
João
Miguel Fernandes Jorge
De 1971, data em que apareceu o seu primeiro livro
de versos, Sob sobre voz, até ao momento publicou mais
de duas dezenas de livros de poesia, além de várias
obras de ficção e crítica de arte. Em
1987 a Editorial Presença começou a publicar
a sua Obra poética. O quarto volume, de 1991, inclui
Crónica, Actus tragicus e O roubador
de água.
João Rasteiro
JOÃO
RASTEIRO (Coimbra - Portugal, 1965). Poeta, ensaísta e tradutor.
Efectuou estudos superiores no âmbito das Literatura Modernas na
Universidade de Coimbra. É sócio da Associação Portuguesa de Escritores, membro do Conselho de Redacção da Revista Oficina de Poesia e delegado em Portugal da Revista Italiana Il Convívio.
Tem poemas publicados em várias Revistas e Antologias em Portugal,
Brasil, Colômbia, Itália e Espanha. Publicou os livros de poesia, A Respiração das Vértebras (Sagesse, 2001), No Centro do Arco (Palimage, 2003) e Os Cílios Maternos (Palimage, 2005). Em 2007 será editado pela Editorial Verbum - Madrid, a obra Salamanca ou a memória do Minotauro. Obteve vários prémios, nomeadamente a Segnalazione di Merito no Concurso Internacionale de Poesia: Publio Virgilio Marone(Itália-2003) e o 1º prémio no Concurso de Poesia e Conto: Cinco Povos Cinco Nações,
2004. Em 2005 integrou a antologia: “Cânticos da
Fronteira/Cánticos de la Frontera (Trilce Ediciones –
Salamanca).
Jorge Fragoso
Nasceu na Beira, Moçambique, em
1956, vivendo em Coimbra, onde trabalha e estuda Filosofia. Poeta e
romancista, é editor, de profissão, tendo como interesse
primordial a publicação de poesia. Publicou os livros de
poemas Inima (Coimbra, A Mar Arte, 1994), O Tempo e o Tédio (Viseu, Palimage, 1998), A Fome da Pele (Viseu, Palimage, 2004); em prosa, publicou Rua do Almada (contos) (Coimbra, A Mar Arte, 1995) e Dez Horas de Memória (romance) (Viseu, Palimage, 1999). Participou em algumas antologias de poesia, como Regresso à Condição - Colectânea de poesia e pintura (Viseu, Instituto Superior Politécnico de Viseu, 2001) e Isto é Poesia (Braga, Labirinto, 2004), tendo ainda alguma poesia dispersa em jornais e revistas, entre as quais Palavra em Mutação e Oficina de Poesia
(revista de que é subdirector). Está também ligado
ao curso livre da Universidade de Coimbra, "Oficina de Poesia", onde se
promovem leituras públicas da poesia.
Jorge Melícias
Nasceu em 1970. É autor dos livros aqueles que incendeiam os telhados 1994/96 (no prelo), iniciação ao remorso (A Mar Arte, 1998), a luz nos pulmões (Quasi Edições, 2000), o dom circunscrito (Quasi Edições, 2003) e incubus (Quasi Edições, 2004). Traduziu Elogios, de Saint John-Perse (Quasi Edições, 2002), Poemas do Manicómio de Mondragon, de Leopoldo María Panero (Alma Azul, 2003) e Ardem as Perdas, de Antonio Gamoneda (Quasi Edições, 2004).
José
Brites
Nasceu em Alcorochel, Portugal, em 1945, mas emigrou para
os Estados Unidos em 1970, onde reside desde então. É professor
do ensino secundário, escritor e artista. Foi vice-director
da Fundação Cultural dos Imigrantes e co-fundador de várias
publicações dedicadas às Letras. Para além de um romance e
um livro de contos, tem publicados, entre outros, os livros
de poesia Twenty Five Years of Poetry (1995) e Coisas
do Coiso e da Coisa (1996).
José Ribeiro
Ferreira
Natural de Santo Tirso, licenciado em Filologia
Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de
Coimbra, onde é professor. Tem colaborado em jornais
e revistas de poesia; publicou o seu primeiro livro de poemas
em 1974, Ulisses sem Feaces. Um dos seus últimos
títulos é Telhas de outro alpendre (1994).
José Saramago
Laureano
Silveira
Luís Adriano Carlos
N. 1959. Na década de 80, publicou A Mecânica do Sexxo XX (1983) e Invenção do Problema (1986). Após longo interregno, Livro de Receitas (2000), O Suicida Aprendiz (2002) e A Mecânica do Sexxo XXI (2003). Prepara Confessionário Romântico,
a que pertencem os poemas apresentados a este Encontro. É
professor universitário e ensaísta. Publicou, entre
outros estudos, Poesia Moderna e Dissolução, O Hipertexto Literário, Fenomenologia do Discurso Poético e O Arco-Íris da Poesia.
Organizou e prefaciou obras poéticas de autores
contemporâneos, bem como as edições fac-similadas
das revistas Árvore (2003) e Cadernos de Poesia (no prelo). Iniciou a recolha dos ensaios dispersos com Uma Literatura no Inferno: Crítica I (no prelo).
Luís
Quintais
Nasceu em 1968, em Angola, e é antropólogo.
Publicou A Imprecisa Melancolia (1995), Umtria
(1999), Lamento (1999), Verso Antigo (2001). Manuel Afonso Gaspar Manuel Alegre
Manuel
Portela
Poeta português, autor de Cras! Bang! Boom! Clang!
(1991), Pixel Pixel (1992), e Rimas Fodidas e Outros
Textos Escolares (1994). Autor de várias exposições individuais,
organizou uma exposição colectiva internacional de poesia
concreta e conta diversas performances. Traduziu obras de
William Blake e Laurence Sterne.
Maria
Azenha
Nasceu em Coimbra. Licenciada em Ciências Matemáticas
pela Universidade de Coimbra, é professora da Escola
de Ensino Artístico António Arroio. Realizou
diversas exposições individuais de pintura.
Sob o seu próprio nome ou sob diversos heterónimos,
publicou Folha Móvel (Edições
Átrio, 1987) Hora Imediata (Edições
Átrio, 1989), Pátria d'Água
(Edições Átrio, 1991), A Lição
do Vento (Edições Átrio, 1992),
O Coração dos Relógios (Pergaminho,
1999), Concerto para o Fim do Futuro (Hugin, 1999),
P.I.M. (Poemas de Intervenção e
Manicómio) (Universitária Editora, 1999),
entre outros.
Nuno
Júdice
Nasceu em 1949 na vila da Mexilhoeira Grande, Algarve. Académico,
poeta e crítico literário, vive agora em Lisboa.
A sua extensa Obra inclui dezasseis colecções
de poesia, sete livros de ficção e seis livros
de ensaio e crítica.O seu último livro de poemas
Meditação sobre ruínas foi publicado
em 1994.
Regina Guimarães
Também dita Corbe, nasceu na cidade do Porto em 1957. A par
dos seus poemas, publicados em raras edições de natureza pouco mais do
que confidencial, tem desenvolvido trabalho na áreas do Teatro, da
Tradução, da Canção, da Dramaturgia, da Educação pela Arte e do Vídeo.
Foi docente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e na ESMAE.
Foi co-fundadora e directora da revista de cinema A Grande Ilusão. É
presidente da Associação Os Filhos de Lumière. Integra o colectivo que,
a par de outras actividades reflexão e criação, publica o jornal PREC.
Com Ana Deus, fundou a banda Três Tristes Tigres e realizou inúmeras
experiências em torno da palavra dita e cantada. Tem orientado oficinas
de escrita e de iniciação ao cinema em variados contextos. Vive e
trabalha com Saguenail desde 1975. Hélastre é o signo da sua obra comum.
Rosa Alice Branco
Sandra Guerreiro
Poeta, tradutora.
Poesia escrita em língua portuguesa.
Poesia escrita em língua inglesa.
Poesia escrita utilizando a língua portuguesa e língua inglesa.
Tem
dezenas de poemas publicados em revistas portuguesas nomeadamente em
Portugal, nos Estados Unidos e Brasil, entre as quais se destacam as
revistas Oficina de Poesia, Bíblia, name e Sibila.
Como tradutora de poesia destacam-se as traduções de poemas para a revista Transnatural, Artez, Coimbra 2006 e a tradução de uma recensão crítica sobre o livro Algorritmos
de Ernesto Melo e Castro para o Festival de poesia digital organizado
pela Faculdade de Artes da Universidade das Filipinas em 2001.
Publicou um livro de poesia utilizando o português e o inglês finger. print impressão.digital em edição de autor em Buffalo, NY 2001 e um livro de poesia chunk (apenas língua inglesa) pela editora House Press, Buffalo NY 2003.
Tem também editado pela House Press, 2003 um cd de poesia, sound bites em colaboração com a poeta Lauren Shufran. Para além de fazer parte do grupo Oficina de Poesia desde 1998 faz parte do grupo Blue Garrote Collective sediado em Buffalo, NY (E.U A) desde 2003, um colectivo de escritores, actores, artistas e activistas.
Teresa
Rita Lopes
Pessoana ilustre, é professora de Literatura Portuguesa na
Universidade Nova de Lisboa. Para além de uma extensa obra
sobre o poeta modernista português, tem reflectido muito sobre
o fenómeno poético. Entre os seus títulos de poesia, contam-se
Os dedos, os dias, as palavras (1987), Por assim
dizer (1994) e Cicatriz (1996).
Tiago Gomez Rodrigues
Nasceu em Lisboa, em 1972. Licenciado em
Arte e Comunicação pela Escola Superior Artística
do Porto, tem realizado diversos trabalhos, tanto numa vertente
profissional como a nível de produções
independentes, nas áreas do vídeo, música e
multimédia.
Valter
Hugo Mãe
Nasceu em 1971 em angola, vive em vila do conde, é
sócio das quasi edições, tem trabalhado
no centro de estudos regianos na preparação
das celebrações do primeiro centenário
do nascimento de josé régio. Editou silencioso
corpo de fuga (a mar arte), o sol pôs-se calmo
sem me acordar (a mar arte), entorno a casa sobre
a cabeça (silêncio da gaveta edições),
egon schielle auto-retrato de dupla encarnação
(prémio almeida garrett, associação dos
jornalistas e homens de letras do porto), três minutos
antes de a maré encher (quasi edições)
e estou escondido na cor amarga do fim da tarde (campo
das letras).
Vasco Graça
Moura
Tem uma actividade vasta e dispersa por quase todos os géneros
da escrita. Destacam-se apenas alguns dos seus títulos mais
recentes: de poesia, Poemas escolhidos (1996), Uma
carta no inverno (1997), Poemas com pessoas (1997)
e Letras do fado vulgar (1997); de tradução Os sonetos
a Orfeu de Rainer Maria Rilke (1994), A Divina Comédia
de Dante Alighieri (1995), Antologia Poética (1998)
de Seamus Heaney, e Os sonetos (1999) de Walter Benjamin;
de teatro, Auto de Mofino Mendes (1994), para além
de diário e crónicas. De ficção publicou recentemente A
morte de alguém (1998).
Vasco
Pereira da Costa
Nasceu
em Angra do Heroísmo em 1948. Poeta e ficcionista, tem colaboração
dispersa por jornais e revistas. Os seus últimos títulos são
Sobre-ripas sobre-rimas (1994), Terras: poemas
(1997) e My Californian friends: poesia (1999).
Virgínia Maria Dias
Nasceu a 16 de Agosto de 1935, no
Alentejo. Filha de camponeses, concluiu apenas o ensino
primário. Abandonou a escola (e o sonho de ser professora) aos
onze anos, para trabalhar no campo e ajudar a família a criar os
irmãos. Ao trabalho do campo e ao conhecimento da terra, cedo
juntou o amor pelas palavras e pelo canto. Nas suas próprias
palavras: "foi esse dia camponês que me ensinou a ser poeta".
Yvette
K. Centeno
Poeta e especialista de literatura, é professora
de Estudos Alemães e Literatura Comparada da Universidade
Nova de Lisboa. É autora de diversas obras de ficção,
poesia, teatro e literatura infantil bem como uma variedade
enorme de estudos e ensaios críticos. Uma colectânea
importante da sua obra científica sobre os símbolos
literários, A arte de jardinar: do símbolo
no texto literário, veio a lume em 1991. Os seus
primeiros livros de poemas foram Opus 1 (1961) e O
barco na cidade (1965). Mais recentemente publicou
Perto da terra (1984) e 64 trigramas e outros poemas
(1995).
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