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Poemas
Roy Mikki
Poetry
of the World 2
apaga
mento
(para
a mãe
arrancada de bc
acabou em winnipeg
nos curtidores
anicho-me
na pele
que ela limpou
raspando
para baixo
com os braços doridos
desliza
para dentro
da pele ferida
excitada
como uma boneca
move as pernas para a frente
o
comboio como carruagem
de gado com os seus filhos
o
seu corpo prenhe
em tantas fronteiras
linhas
de erva do campo
voando pela janela
&
havia ela de pedir
uma mudança de cenário?
rio
de família fluindo
flutuando à deriva na neve
diamantes
nos anjos
marcados no chão
uma
raça a apagar tão longa
dissémos a deus a deus
no
bi-adeus bilingue
do cair da pereira
*
lavar as roupas
estendê-las a secar
explicar
o que
veio antes da chuva
a
voz lá atrás
ia a dizer autocarro
mas
a função
da avó desfaz-se
cordas
vocais tosquiadas
escutam o murmúrio
o
reverberar através
dos corpos ondulantes
adieu
para ti
sigo a tua pegada
pelo sonar apenas
em
casa dos primos da minha mãe, nas fotos de família,
a minha avó adolescente traz vestida uma blusa ocidental.
olhou para trás - já alguma vez sentiram o rodopio
do esgotamento linguístico?
Tradução
de Manuel Portela
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